O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou setembro em 0,82%, e o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 4,29%, informou o IBGE nesta sexta-feira (9). Em agosto, o índice acumulado de 12 meses estava em 3,98%.
No levantamento divulgado pelo instituto, o grupo dos produtos alimentícios subiu 0,80% no mês, enquanto o grupo dos não alimentícios registrou alta de 0,83%.
O INPC é usado como referência para reajustes salariais de várias categorias. O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro em seu cálculo. Além disso, o seguro‑desemprego, o teto do INSS e os benefícios pagos a quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.
O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou setembro com variação de 0,82% e marcou 4,58% no acumulado de 12 meses.
Uma diferença entre os dois índices é o universo das famílias pesquisadas: o INPC apura a inflação para lares com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621.
No INPC são pesquisados preços de 367 subitens, dez a menos que no IPCA. O peso de cada grupo no cálculo também difere: os alimentos representam cerca de 25% do INPC, mais do que no IPCA (aproximadamente 21%), refletindo o maior peso das despesas com alimentação nas famílias de menor renda. Por outro lado, itens como passagem aérea têm peso menor no INPC do que no IPCA.
“tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”
A coleta de preços para o INPC é realizada em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A apuração também é feita em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. A presença de Salvador entre as áreas pesquisadas indica que os resultados têm impacto direto nas negociações salariais e no poder de compra dos trabalhadores na Bahia.
Com os números de setembro divulgados, movimentos sindicais, empregadores e órgãos públicos terão como referência o desempenho do INPC para negociações e reajustes que ocorrerão ao longo dos próximos meses, sobretudo no período de fechamento do ano, quando se consolida o acumulado até dezembro usado em vários reajustes.