Dados do Banco Central mostram 1,008 bilhão de chaves no país em 30 de setembro, ante 998 milhões em agosto. São cerca de 170 milhões de clientes — média próxima de seis chaves por cliente.
O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro. O sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros no dia 30, ante 998 milhões em agosto, segundo dados do Banco Central.
O total representa um crescimento de aproximadamente 80 milhões de chaves desde o fim de 2025, quando havia 920 milhões de registros. No entanto, o número de chaves não equivale ao número de usuários: uma mesma pessoa pode cadastrar mais de uma chave. O Pix reuniu cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, o que representa uma média próxima de seis chaves por cliente, considerando os números aproximados.
Vinculação por tipo de cliente
- 956,7 milhões – vinculadas a pessoas físicas
- 51,2 milhões – vinculadas a empresas
Mais da metade dos cadastros correspondeu a chaves aleatórias, que permitem receber transferências sem a necessidade de compartilhar informações pessoais como CPF, telefone ou e-mail.
Distribuição por tipo de chave
- Aleatórias: 526,8 milhões (52,3%)
- Celulares: 166,3 milhões (16,5%)
- CPF: 153,9 milhões (15,4%)
- E-mails: 144,6 milhões (14,3%)
As chaves Pix são identificadores associados a uma conta bancária ou de pagamento e facilitam o envio e o recebimento de dinheiro. O usuário pode cadastrar CPF, Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira. Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta; empresas podem registrar até vinte. Cada chave só pode estar vinculada a uma conta por vez.
O cadastro e o gerenciamento são feitos pelo aplicativo ou internet banking da instituição financeira. A chave Pix, entretanto, não é obrigatória: também é possível realizar transferências utilizando os dados bancários do destinatário, além de recursos como Código QR.
O avanço no número de chaves acompanhou a utilização crescente do Pix para transferências e pagamentos cotidianos. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões. O SPI processa e liquida transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real; operações entre clientes da mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo sistema do Banco Central.
Para proteger os cadastros, a chave aleatória permite receber valores sem divulgar diretamente dados pessoais, mas os usuários devem conferir a identidade do destinatário antes de confirmar uma transferência. Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas como medida adicional de prevenção a fraudes.