Na noite de sábado, a paulista número 1 do mundo superou a jordaniana Fadia Khirfan por 2 a 0 (14-3 e 16-5) e ficou com o lugar mais alto do pódio na categoria até 57 kg. Ela também venceu Kanelya Carabin e Nahid Kiyanichandeh nas fases iniciais.
A brasileira Maria Clara Pacheco venceu neste sábado (10) a terceira etapa do Grand Prix Series 2026, em Paris, e conquistou a medalha de ouro na categoria até 57 kg. Número 1 do ranking mundial, a paulista derrotou na final a jordaniana Fadia Khirfan, terceira colocada no ranking, por 2 rounds a 0, com parciais de 14-3 e 16-5.
Na caminhada até a final, Maria Clara confirmou domínio nas disputas por pontos: estreou nas oitavas de final vencendo a Kanelya Carabin por 2 rounds a 0; repetiu o placar nas quartas contra a iraniana Nahid Kiyanichandeh, vice-campeã olímpica em Paris 2024; e fechou a semifinal com nova vitória por 2 rounds a 0 sobre a cazaque Mariya Sevostyanova.
O confronto decisivo teve desdobramentos rápidos. No primeiro round, a brasileira abriu vantagem após a adversária receber duas punições no início do combate e depois marcou um golpe na cabeça, encerrando o assalto em 5 a 2. No segundo round, Maria Clara ampliou o ritmo, chegando a marcar 6 a 0; a jordaniana tentou reagir nos segundos finais, mas o placar terminou em 6 a 4 para a brasileira, consolidando o 2 a 0 no confronto.
Com a vitória em Paris, Maria Clara ampliou uma sequência de sucesso no circuito: ela já havia sido campeã do Grand Prix em junho, em Roma (Itália), e, três meses depois, em Muju (Coreia do Sul). Também em 2026, subiu ao topo do pódio nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé (Argentina) e no Aberto do Brasil, em Londrina (PR).
O desempenho tem peso no ciclo olímpico: a série de títulos e a manutenção da posição de número 1 do mundo reforçam a liderança da atleta no ranking internacional e a colocam como referência na categoria até 57 kg. Em fevereiro deste ano, Maria Clara passou por cirurgia no quadril; quatro meses depois, ela retornou às competições já faturando ouro no Grand Prix de Roma, demonstrando recuperação rápida e consistência técnica.
A conquista em Paris consolida o bom momento da taekwondista e deve influenciar a preparação para as próximas etapas do circuito internacional e demais compromissos do calendário. A atleta sai de Paris com mais um título no currículo e mantém a hegemonia no ciclo olímpico em sua categoria.