O bilionário Elon Musk declarou no domingo (30) que não tem intenção de deixar os EUA em um futuro próximo, pois, mesmo que se estabeleça em Marte, o planeta se tornará território americano.
“Se o navio dos EUA afundar, todos nós afundaremos com ele. Isso é algo que tento dizer às pessoas do setor comercial: se o navio dos EUA afundar, sua empresa não sobreviverá”, afirmou Musk em um comício em apoio ao candidato à Suprema Corte de Wisconsin, Brad Schimel.
Durante um comício político em Wisconsin, com uma gigantesca bandeira americana projetada atrás dele e vestindo sua jaqueta azul da SpaceX, Elon Musk disse que Marte será território dos Estados Unidos no futuro.
“Eu vou morrer nos Estados Unidos. Não vou a lugar nenhum. Talvez eu vá para Marte, mas ele fará parte dos Estados Unidos”, destacou o dono da SpaxeX e da Tesla, numa declaração que é uma clara afronta ao
O Tratado do Espaço Exterior de 1967, assinado hoje por 115 países, afirma que “o espaço exterior, incluindo a Lua e outros corpos celestes, não está sujeito à apropriação nacional e reivindicação de soberania, por meio de uso, ocupação ou por qualquer outro meio”.
A declaração de Musk, em sua capacidade individual, não viola diretamente o acordo, que é obrigatório apenas para os governos. Mas suas palavras são uma afronta incomum se forem interpretadas como uma sugestão de que os EUA reivindicarão Marte como seu, violando a lei internacional.
O Wall Street Journal noticiou recentemente que Musk está revisando os programas e gastos da NASA para realocar fundos federais e priorizar missões tripuladas a Marte. Em entrevista realizada no início deste mês, o empresário afirmou que pretende construir “uma civilização autossustentável” no planeta vermelho nos próximos 20 a 30 anos.