quarta-feira, 6 de maio de 2026

Brasil registra mais de 45 mil internações por envenenamento em 10 anos

por Redação

Publicado em 09/09/2025,

às 07h27

Entre 2009 e 2024, o Brasil contabilizou 45.511 atendimentos de emergência por envenenamento que resultaram em internação no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).

O levantamento mostra que, além dos episódios acidentais e indeterminados, 3.461 pessoas foram intoxicadas de forma proposital por terceiros. A média nacional foi de 4.551 internações ao ano, o que representa cerca de 379 registros mensais — ou um caso a cada duas horas.

Segundo a Abramede, a facilidade de acesso a substâncias tóxicas, a falta de fiscalização e o uso do veneno em contextos íntimos, muitas vezes motivados por questões emocionais, tornam o cenário ainda mais preocupante.

Substâncias envolvidas

As ocorrências estão associadas principalmente a medicamentos e drogas não especificadas (6.407 casos), produtos químicos indeterminados (6.556) e substâncias nocivas não especificadas (5.104). Entre os episódios acidentais, lideram os envenenamentos por analgésicos e anti-inflamatórios (2.225 casos), seguidos por pesticidas (1.830), álcool (1.954) e sedativos ou hipnóticos (1.941).

O Sudeste concentra quase metade dos registros, com 19 mil internações — só São Paulo responde por 10.161. Em seguida aparecem o Sul (9.630), o Nordeste (7.080), o Centro-Oeste (5.161) e o Norte (3.980).

Nos casos de intoxicação proposital, São Paulo (754), Minas Gerais (500) e Pará (295) estão entre os estados com maior número de ocorrências.

Perfil das vítimas

Homens representam a maioria das internações (23.796). Jovens de 20 a 29 anos (7.313) e crianças de 1 a 4 anos (7.204) são os grupos etários mais atingidos.

Nos últimos meses, episódios de grande repercussão reforçaram a gravidade do problema. Entre eles, o envenenamento de uma família em Torres (RS), em dezembro de 2024, e a morte de cinco pessoas após ingestão de comida contaminada em Parnaíba (PI), no Réveillon de 2025. Em abril, dois casos chocaram o país: crianças morreram após consumir um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz (MA), e um bebê de 8 meses perdeu a vida depois de ingerir açaí contaminado em Natal (RN).

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