A possibilidade de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é apoiada por 39% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (13). O levantamento mostra que, embora a maioria da população (54%) rejeite a medida, uma parcela significativa defende que Bolsonaro receba perdão após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
Outros 2% se dizem indiferentes ao tema, enquanto 4% não souberam responder.
Além de Bolsonaro, outros sete réus apontados como integrantes do “núcleo crucial” da suposta trama golpista também foram condenados. Confira as principais penas:
- Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil): 26 anos, regime fechado
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): 24 anos, regime fechado
- Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): 24 anos, regime fechado
- Augusto Heleno (ex-ministro do GSI): 21 anos, regime fechado
- Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): 19 anos, regime fechado
- Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin): 16 anos e 1 mês, regime fechado
- Mauro Cid (ex-ajudante de ordens): 2 anos, regime aberto
Parlamentares da bancada bolsonarista articulam a apresentação de um projeto que conceda anistia ampla, geral e irrestrita, incluindo Bolsonaro e outros investigados por atos antidemocráticos desde 2019, quando o STF instaurou o inquérito das fake news.
Uma minuta inicial previa o perdão total aos alvos de investigações em andamento. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), trabalha em uma proposta alternativa que reduz penas para executores, mas não contempla os líderes, como Bolsonaro.
A pesquisa Datafolha também revelou que 39% dos brasileiros apoiam a anistia aos executores dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando os prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidos e depredados.
Por outro lado, 61% são contra o perdão a esses participantes.
- 2% se dizem indiferentes
- 4% não souberam responder
Os atos golpistas resultaram em 1.628 ações penais no STF, das quais 638 já tiveram condenações:
- 279 por crimes de maior gravidade
359 por crimes menos graves
552 acordos de não persecução penal (ANPPs) para casos de menor potencial ofensivo.