sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Lula trata clima como emergência; Flávio Bolsonaro propõe outra rota

Lula trata clima como emergência; Flávio Bolsonaro propõe outra rota

por R2Sites

Publicado em 15/10/2026,

às 00h00

No segundo turno, o meio ambiente marca a disputa entre Lula e Flávio. Lula declara emergência climática e propõe políticas de mitigação e adaptação sociais, econômicas e ambientais. Flávio apresenta abordagem diferente ao desmatamento.

No segundo turno das eleições, o meio ambiente aparece com destaque nas propostas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que apresentam estratégias diferentes para enfrentar a crise climática e o desmatamento.

No documento apresentado pelo candidato do PT, as mudanças climáticas são tratadas como emergência e constituem um dos eixos do programa de governo. O termo é citado 38 vezes e o plano prevê medidas de mitigação e adaptação nos aspectos social, econômico e ambiental. Entre as medidas anunciadas estão a implementação de políticas climáticas, a estruturação de projetos regionais, a ampliação dos investimentos e a criação de instrumentos de financiamento. O programa também inclui a revitalização das bacias hidrográficas, o reforço da segurança hídrica e mais investimentos na prevenção e redução de riscos de desastres.

O plano do candidato do PL aborda eventos climáticos extremos de forma mais restrita: menciona esse tipo de ocorrência apenas uma vez. A proposta prevê a ampliação da infraestrutura hídrica e o fortalecimento do monitoramento, dos alertas e das respostas da Defesa Civil.

Nas metas para o desmatamento as diferenças são claras. O plano do candidato do PL propõe zerar apenas o desmatamento ilegal até 2029, com foco no combate às queimadas ilegais e no fortalecimento da fiscalização. Já o plano do candidato do PT reafirma a meta de desmatamento zero até 2030 e prevê retomar e implementar planos de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

O histórico de políticas públicas ambientais também diverge entre os períodos citados. Segundo o material, nas administrações do PT o desmatamento foi reduzido para níveis abaixo das médias históricas e foram criadas 231 novas unidades de conservação. Naquele período foi desenvolvido o Plano Clima, com oito planos de mitigação e 16 de adaptação, além da criação de novas fontes de financiamento ambiental.

O texto também registra que, durante o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro, entre 2019 e 2022 os programas de ação e controle do desmatamento foram extintos, e o período foi marcado por aumento do desmatamento e por níveis elevados de emissões de gases de efeito estufa.

As propostas em disputa terão impacto sobre políticas federais que afetam estados com desafios hídricos e de conservação. A definição de prioridades e a capacidade de implementação serão determinantes no pós-eleição, especialmente para áreas vulneráveis à seca, às cheias e ao avanço de frentes de desmatamento. A agenda climática e de florestas tende a aparecer como tema central nas próximas rodadas de debate e nas discussões sobre orçamento e financiamento ambiental.

O confronto entre os dois programas define opções distintas para o país diante da emergência climática e do desafio de conciliar desenvolvimento e conservação.

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