O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) que a Polícia Penal do Distrito Federal envie, em 24 horas, esclarecimentos sobre a escolta que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro a um hospital de Brasília para exames médicos.
Na decisão, Moraes solicitou um relatório circunstanciado com informações sobre o veículo utilizado, os agentes que acompanharam Bolsonaro no quarto e a razão de ele não ter sido transportado imediatamente para casa após a liberação médica.
Prisão domiciliar e monitoramento
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica e restrição de visitas, após Moraes entender que ele utilizou redes sociais de familiares para burlar a proibição de postar conteúdos online.
As medidas estão ligadas ao inquérito sobre a atuação de Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo dos Estados Unidos, visando retaliações contra o Brasil e ministros do STF, incluindo cancelamento de vistos e aplicação da Lei Magnitsky.
Na semana passada, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.