Polícia Civil desfaz grupo que comercializava lubrificante íntimo à base de maconha

Foto: Divulgação

por Tabitha Gomes

Publicado em 25/09/2024,

às 20h57

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resultou na desarticulação de um grupo criminoso que fabricava e vendia um lubrificante íntimo à base de Cannabis, conhecido como “Xapa Xana”. A ação, realizada ontem, 24, revelou que o produto, que contém tetrahidrocanabinol (THC), era oferecido ilegalmente no mercado, prometendo aos consumidores efeitos como múltiplos orgasmos e uma sensação intensa de prazer.

As investigações da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) identificaram um casal de Pirenópolis (GO) como os líderes do esquema, que operava desde 2018. Além do lubrificante, eles fabricavam uma variedade de produtos derivados da maconha, como protetores labiais, e geravam lucros significativos, com alguns itens atingindo preços de até R$ 900.

O casal utilizava um grupo no WhatsApp para se comunicar diretamente com usuários de substâncias ilícitas. Esse canal, ativo desde 2021, contava com vários perfis cadastrados que utilizavam linhas telefônicas de Brasília, permitindo que os clientes acessassem catálogos de produtos e promoções. Com mais de 60 mil seguidores nas redes sociais, o grupo conseguiu expandir sua rede de vendas para todo o Brasil.

O lubrificante, comercializado a partir de R$ 130 por um frasco de 15 ml, era promovido como um produto “especializado para a região íntima e rico em canabinoides.” A divulgação destacava que a aplicação do produto poderia ativar neurotransmissores, prometendo uma experiência intensa.

Além do foco nos produtos para adultos, a investigação revelou práticas alarmantes do grupo, incluindo a prescrição de substâncias para animais de estimação, com envio de drogas até mesmo para uma médica veterinária no DF. O grupo também comercializava entorpecentes disfarçados em alimentos, como chocolates e brownies, ampliando sua atuação no mercado ilegal.

As autoridades ressaltam a importância de ações firmes contra o tráfico de drogas e a fabricação de produtos não regulamentados à base de Cannabis, destacando os riscos associados à falta de controle sanitário e legal sobre tais substâncias. A desarticulação do grupo é um passo significativo na luta contra a comercialização ilegal de produtos perigosos e na proteção da saúde pública.

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