Policial penal, Francisco Carlos da Cunha, foi afastado após segunda fase da Operação Falta Grave, deflagrada na manhã desta segunda-feira (31). A ação investiga cobranças de dinheiro para presos da Casa do Albergado e Egresso (CAE) passarem períodos fora do presídio em Salvador, cumprindo um mandado de busca e apreensão na sua residência.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), as investigações apontaram a participação do policial penal, junto outros quatro denunciados, presos em setembro do ano passado, durante a primeira fase da operação. As evidências contra ele foram obtidas a partir da análise dos materiais apreendidos.
A operação é conduzida pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), através do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (GEOP), em atuação conjunta com o Ministério Público da Bahia (MPBA). O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e o Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) coordenam as investigações, com o apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos (BPFRV).
Segundo a Seap, o policial penal recebia vantagens que variavam entre R$ 20 e R$ 70 o dia, podendo aumentar em caso de fins de semana, feriados ou dias seguidos. Os servidores burlavam os registros de presença dos internos, por meio de assinaturas retroativas dos detentos no livro de presenças em relação ao período em que, na verdade, eles estavam fora da unidade.
As investigações indicam que a prática era amplamente conhecido dentro da unidade e que presos do regime fechado e semiaberto de Salvador procuravam os agentes penais corruptos para usufruir das vantagens do esquema. A Operação Falta Grave segue em andamento para aprofundar as apurações e responsabilizar todos os envolvidos.