Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os preços dos medicamentos podem sofrer reajuste a partir da próxima terça-feira (1º). Seguindo o calendário anual de atualização de preços, os novos valores devem ser comunicados à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) pela indústria farmacêutica até a próxima segunda-feira.
Ainda de acordo com informação publicada pelo Uol, o reajuste pode chegar até 5,06%. A variação do reajuste depende da concorrência no setor. Remédios com grande oferta no mercado, como genéricos e similares sem patente, tendem a ter aumentos menores devido à competição entre fabricantes. Já os produtos patenteados ou com poucas alternativas disponíveis podem sofrer reajustes maiores.
Em entrevista ao Uol, Lélio Souza, vice-presidente de Soluções para Prática Médica da Afya, empresa especializada em educação e soluções médicas, afirmou que a regulação atual estabelece um teto para os preços, mas descontos podem ser aplicados, fazendo com que os valores finais variem.
“Em 2024, por exemplo, identificamos medicamentos com variações superiores a 300% ao longo do ano. Um exemplo é a Rivaroxabana, anticoagulante que registrou uma oscilação de até 359%”, destacou.