O TSE identificou cerca de 30 mil postagens que expõem dados, ameaçam familiares e difundem desinformação e ódio. Kassio Nunes Marques ordenou proteção e apoio psicológico aos servidores; o caso foi remetido à PF.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal depois de identificar manifestações de ameaça contra servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais, totalizando cerca de 30 mil registros até o início da tarde de quinta-feira (08/10/2026), segundo o tribunal.
De acordo com o TSE, as postagens identificadas incluem exposição de dados pessoais, ameaças dirigidas a familiares, desinformação e discurso de ódio. Diante da situação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os servidores e seus familiares recebam proteção e apoio psicológico.
Além do encaminhamento à Polícia Federal, o tribunal informou que acionou o Ministério Público e comunicou as plataformas que operam as redes sociais sobre a proliferação das publicações irregulares. Não foram detalhadas, no material divulgado, as identidades dos responsáveis pelas postagens nem medidas individuais de segurança adotadas para cada servidor afetado.
O TSE é o órgão responsável pela organização das eleições, e o registro massivo de postagens hostis a servidores eleitorais foi tratado como um risco à integridade do trabalho da Justiça Eleitoral. O acionamento da Polícia Federal tem caráter de encaminhamento para investigação federal das ameaças e do possível compartilhamento ilícito de dados, medidas que visam apurar responsabilidades e coibir novas ocorrências.
Especialistas em segurança digital e em proteção de servidores públicos costumam apontar que a exposição de dados pessoais e as ameaças nas redes podem ter efeitos imediatos sobre a rotina de quem atua na organização eleitoral, aumentando a necessidade de medidas de proteção institucional. O tribunal colocou ao menos duas frentes em ação: a investigação criminal pela Polícia Federal e a comunicação com plataformas e com o Ministério Público, que podem acompanhar e instruir medidas judiciais ou administrativas.
O episódio ocorre no contexto de um ambiente político e comunicacional marcado por circulação de desinformação durante períodos eleitorais, o que torna a proteção de servidores e a apuração das ameaças prioridade para a manutenção do calendário e da normalidade dos procedimentos eleitorais. Conforme indicado pelo próprio tribunal, os desdobramentos incluirão a investigação pelas autoridades federais e as providências internas de segurança e atendimento psicológico aos afetados.
O TSE registrou as manifestações até 08/10/2026 e formalizou os contatos com órgãos e plataformas na sequência; os próximos passos dependem das apurações em curso pela Polícia Federal e das ações que o Ministério Público decidir promover.