O plenário do TSE confirmou nesta terça (13/10/2026) a remoção de posts que associavam Lula e Flávio Bolsonaro a organizações criminosas. Entre os alvos estavam publicações de Lindbergh Farias e Rogério Correia.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na terça-feira (13/10/2026) confirmar decisões individuais de ministros que determinaram a retirada de postagens nas redes sociais que associavam os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a organizações criminosas.
Entre os casos referendados, os ministros mantiveram a remoção de publicações dos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) que apontavam uma suposta relação de Flávio Bolsonaro com milícias e com o crime organizado. O plenário também confirmou a retirada de conteúdos que insinuavam que Lula teria dado apoio a facções por ter apoiado um candidato a prefeito que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
Além desses processos, o tribunal decidiu suspender outras postagens que atribuíram a Lula apoio a facções criminosas, inclusive mensagens que tentavam vincular o candidato à reeleição ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho). As decisões referendadas implicam a remoção dos conteúdos apontados como falsos ou enganosos nas plataformas digitais.
Na tarde de hoje, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, se reuniu com representantes das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro para demonstrar preocupação com o aumento da judicialização das campanhas eleitorais. Segundo o ministro, os processos já superam 200% em comparação com o pleito presidencial de 2022, com perspectiva de elevação.
O episódio reforça o papel do tribunal no controle de desinformação e em medidas destinadas a preservar a integridade do processo eleitoral, especialmente em um momento de alta circulação de conteúdo nas redes sociais. A decisão do plenário segue a linha de decisões individuais anteriores e mostra que alegações que vinculam candidatos a organizações criminosas têm sido alvo de fiscalização e remoção.
O tema influencia a agenda pública e a rotina das campanhas, uma vez que a judicialização cresce e tende a ocupar espaço do debate político. As decisões do TSE podem abrir caminho para novas impugnações de conteúdo e movimentar demandas judiciais nas instâncias eleitorais nos próximos dias.
O desfecho do julgamento desta terça reafirma que o tribunal continuará a avaliar postagens consideradas falsas ou que façam acusações sem comprovação, mantendo controles sobre a divulgação de mensagens que possam afetar a disputa presidencial.