O procedimento ocorreu nesta terça-feira (13/10/2026) no Vaticano e foi considerado bem-sucedido, segundo o comunicado oficial. O pequeno nódulo detectado em exames de rotina foi diagnosticado como adenocarcinoma, o subtipo mais comum do câncer de pulmão.
O Papa Leão XIV passou nesta terça-feira (13/10/2026) por uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pulmão direito, depois que médicos detectaram adenocarcinoma pulmonar, o subtipo mais comum de câncer de pulmão.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, a intervenção teve como objetivo remover um pequeno nódulo identificado em exames de rotina. O Vaticano informou que a cirurgia foi bem-sucedida e correu conforme o planejado.
Sintomas
- Tosse persistente
- Falta de ar
- Dor no peito
- Voz rouca
- Fadiga
- Dificuldade para respirar ou engolir
- Chiado no peito
- Tosse com muco e sangue
- Perda de apetite
- Inchaço no rosto ou nas veias do pescoço
- Perda de peso sem motivo aparente
Especialistas alertam que o adenocarcinoma de pulmão costuma ser silencioso e que muitos sinais são confundidos com sintomas de outras doenças, por isso a recomendação é procurar avaliação médica quando esses sintomas surgirem.
Causas e fatores de risco
O tabagismo é apontado como a principal causa de câncer de pulmão, mas o adenocarcinoma também é detectado em pessoas não fumantes. A doença tende a afetar mais mulheres e indivíduos mais jovens em comparação a outros tipos.
- Fumo passivo
- Radônio
- Gases de escapamento de motores a diesel
- Compostos de cromo
- Berílio
- Níquel
- Fuligem
- Alcatrão
- Amianto
Diagnóstico
O diagnóstico do adenocarcinoma de pulmão envolve exames laboratoriais (sangue, urina) e de imagem (raio‑X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada). Quando há suspeita, uma amostra de tecido é removida para biópsia, procedimento que confirma ou afasta o câncer.
Foi o que ocorreu com o Papa: após detecção em exames de rotina, os médicos removeram um pequeno nódulo do pulmão direito para investigação e biópsia. Com a confirmação da doença, os pacientes passam por exames complementares para definir o estágio e verificar se há comprometimento de outros órgãos.
Tratamento e prognóstico
O adenocarcinoma de pulmão é classificado como câncer de não pequenas células (CPNPC). Ele se desenvolve na região periférica dos pulmões, em glândulas que produzem muco, e forma‑se, em sua maioria, nos alvéolos. Esse subtipo tende a crescer mais lentamente que outros tipos e há maior probabilidade de ser detectado antes de se espalhar para outros órgãos.
A possibilidade de cura depende do estágio da doença e do diagnóstico precoce. Se identificado no início, com tumor pequeno e sem comprometimento dos gânglios linfáticos, as chances de cura são maiores — informação que o Vaticano não forneceu imediatamente.
- Cirurgia — remoção do tumor
- Quimioterapia
- Radioterapia
- Imunoterapia
- Terapias‑alvo — direcionadas a alterações específicas das células cancerígenas
Após a cirurgia e a confirmação do diagnóstico, a equipe médica definirá os exames de estadiamento e o plano terapêutico adequado, conforme o quadro clínico e os resultados obtidos.