Autoridades federal e estadual anunciaram medida por 60 dias após confirmação de foco em um criadouro comercial de perus em Nova Itaberaba. Medida atinge Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
O governo federal declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios de Santa Catarina após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento comercial de aves no município de Nova Itaberaba.
A portaria publicada no Diário Oficial da União indicou que a medida abrange os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A ação ocorreu em razão do registro detectado em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus em Nova Itaberaba.
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou, na segunda-feira (19), o registro do foco, cuja existência havia sido confirmada no domingo (18). Segundo a pasta, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves.
Além das interdições, o governo informou que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária, a situação foi notificada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do Brasil.
A ocorrência em Santa Catarina foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo serviço veterinário oficial do estado e confirmada por meio de análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. Essas etapas — investigação, interdição e análise laboratorial — são procedimentos previstos para identificação e resposta a surtos avícolas.
A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por um vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela OMSA. A presença do vírus em empreendimentos comerciais pode levar à imposição de restrições sanitárias e à necessidade de ações rápidas de contenção para evitar disseminação entre criações e entre regiões.
Para o setor avícola local e para os mercados comerciais, a declaração de emergência zoossanitária e a notificação internacional sinalizam a adoção de medidas de biossegurança e vigilância. Nos próximos dias, as autoridades deverão detalhar ações de monitoramento em propriedades vizinhas, zonas de proteção e medidas para controlar a movimentação de aves e produtos avícolas, conforme previsto no plano de contingência.
O período de 60 dias definido pela portaria servirá para concentrar as ações oficiais de resposta ao foco e para avaliação da evolução epidemiológica nos municípios afetados.