Uso excessivo de telas piora saúde mental: Exposição digital pode gerar transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes
No sofá da sala, na mesa da cozinha, na cama, no banheiro, nas rodas de conversa, em eventos sociais ou até mesmo em momentos improváveis — o celular está sempre presente na vida e na rotina das pessoas. As histórias rolam, os vídeos passam, o jogo continua, as notificações chegam uma atrás da outra e os olhos se perdem no brilho dos dispositivos, enquanto o mundo ao redor parece ficar em segundo plano.
As interações presenciais perdem espaços para engajamentos virtuais, e o tempo diante das telas vai passando quase sem ser percebido. Para crianças e adolescentes – geração Z, nascidos no final dos anos 1990 e meados dos anos de 2010 – a situação é ainda mais crítica, pois, muitas vezes, esses hábitos começam, ainda, nos primeiros anos da infância e levanta preocupações sobre os impactos no desenvolvimento cognitivo, no âmbito comportamental e, acima de tudo, na saúde psíquica.
A dona de casa, Verônica Galvão, percebeu que a filha, Maria Isabela, de 14 anos, estava utilizando telas mais do que o normal. O auge foi quando a menina passou a ser afetada na escola, com reflexo direto nas notas adicionadas ao boletim. “O tempo excessivo no celular estava prejudicando os estudos dela, tirando o foco e causando desconcentração”, afirmou.