quinta-feira, 15 de outubro de 2026

EBC nega culpa por falha de áudio na exibição de Flávio Bolsonaro

EBC nega culpa por falha de áudio na exibição de Flávio Bolsonaro

por R2Sites

Publicado em 15/10/2026,

às 00h00

Em nota, a EBC afirmou que não teve responsabilidade pela falha de áudio na exibição do programa de 12 de outubro. A manifestação foi divulgada após representação da campanha e parecer do Ministério Público Eleitoral.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) reafirmou que não teve responsabilidade pela falha de áudio que afetou a exibição do programa do candidato Flávio Bolsonaro (PL), transmitido na segunda-feira, 12 de outubro. A manifestação veio em nota divulgada nesta quinta-feira, 15 de outubro, após representação protocolada na Justiça Eleitoral no dia 13 de outubro e parecer do Ministério Público Eleitoral pedindo o arquivamento do caso.

Na notificação apresentada em 13/10, a campanha do candidato havia atribuído a direção da EBC a responsabilidade pelo erro ocorrido na transmissão do horário eleitoral gratuito. Na nota, a EBC afirmou que a falha atingiu todas as emissoras que transmitiram o horário e explicou que a operação de exibição estava a cargo do pool de emissoras.

“Toda a operação de exibição da propaganda presidencial é de responsabilidade do pool de emissoras”

A EBC detalhou que, no dia e no horário em questão, a operação estava sob responsabilidade da TV Senado e que o técnico encarregado de baixar os vídeos da plataforma, montá-los e exportá-los era um editor de vídeo da TV Câmara. A empresa citou ainda que o pool que opera o horário eleitoral é formado pelas emissoras de rádio e televisão e organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), conforme o art. 64 da Resolução TSE nº 23.610/2019, e que o plano de mídia do segundo turno está previsto na Resolução TSE nº 23.778/2026.

“Mais uma vez, a EBC refuta a informação de que foi responsável por qualquer erro.”

A nota também trouxe informações sobre a trajetória da atual diretora-presidente da empresa, Antonia Pellegrino, mencionando prêmios, formação e atuação na EBC entre 2023 e 2026, e destacou realizações como a reconstrução da TV Brasil, a retomada do programa Sem Censura e a estratégia do futebol feminino. A EBC contestou, no texto, acusações que qualificou como perseguição e citou a questão da violência política de gênero ao criticar desqualificações direcionadas à diretora-presidente.

“Meras conjecturas políticas decorrentes do calendário eleitoral ou de vínculos institucionais de empresas integrantes do consórcio de transmissão não suprem a necessidade de indícios mínimos de atuação criminosa dolosa”, afirmou o promotor Paulo Roberto Binicheski em seu parecer.

O Ministério Público Eleitoral, em parecer proferido em 15/10, pediu o arquivamento da representação criminal, argumentando que ocorrências acidentais e falhas técnico-operacionais não se convertem automaticamente em infração penal eleitoral. O desfecho jurídico da representação dependerá dos próximos atos na Justiça Eleitoral.

O episódio põe em evidência a complexidade da operação de distribuição do horário eleitoral gratuito — que envolve múltiplas emissoras e responsabilidades técnicas — e os limites entre problemas operacionais e responsabilização jurídica em ano de disputa nacional.

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