terça-feira, 13 de outubro de 2026

Campanha de Lula inscreve canal ‘Exército do Lula’ no TSE após exigência

Campanha de Lula inscreve canal 'Exército do Lula' no TSE após exigência

por R2Sites

Publicado em 13/10/2026,

às 00h00

O endereço eletrônico do grupo no WhatsApp foi protocolado no NGDAP do Tribunal Superior Eleitoral, atendendo orientação do presidente da corte, ministro Kássio Nunes Marques. O canal soma mais de 4 milhões de inscritos.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou nesta terça-feira (13) o endereço eletrônico do canal Exército do Lula, no aplicativo WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), procedimento solicitado pelo presidente da corte, ministro Kássio Nunes Marques.

O canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, teve a formalização protocolada no Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) do TSE. A inscrição ocorreu pouco depois de Nunes Marques ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral.

Embora tenha feito o registro, a coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, ressaltou que o procedimento foi adotado para atender à decisão do presidente do TSE, sem que isso signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal. O Exército do Lula é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG).

Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro no TSE, o canal só deveria voltar a publicar depois de 48 horas, prazo previsto em norma eleitoral para canais oficiais de campanha. Nesta terça (13), o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando falta de registro como justificativa. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral.

O episódio foi antecedido por uma série de decisões nos últimos dias. No sábado (10), Nunes Marques havia determinado a suspensão total do canal, acolhendo pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). O ministro justificou a medida com a alegação de que o canal estaria sendo usado para disseminar informações falsas sobre o adversário.

Em relatório produzido por ordem do próprio ministro, a área técnica do TSE informou não ter encontrado conteúdos de desinformação no canal de apoio a Lula. No domingo (11), o corregedor‑nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu a página, argumentando que a suspensão não poderia ter sido feita em processo administrativo quando o caso já estava em análise em processo judicial regular relatado por ele.

Ao reexaminar o caso nesta terça (13), no entanto, o presidente do TSE entendeu que a ausência de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral era motivo suficiente para nova suspensão e, assim, derrubou a decisão do corregedor.

Ao deixar o Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Lula, o deputado André Janones afirmou que as decisões judiciais serão cumpridas:

“todas as decisões judiciais serão cumpridas.”

O registro de canais de comunicação com eleitores é obrigação das campanhas oficiais. Com o protocolo no NGDAP e a determinação de prazo de 48 horas para eventual reativação de publicações, o caso seguirá tramitando no TSE e pode continuar a gerar decisões administrativas e judiciais nos próximos dias.

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