A coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação pedindo a remoção de postagens que, segundo a campanha, associaram militantes presentes no comício realizado na Avenida Paulista a imagens antigas de uso de drogas e atribuíram episódios de vandalismo ao partido.
O comício foi realizado no domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo. Na petição dirigida ao TSE, a coligação requereu que as publicações apontadas como falsas sejam retiradas das principais plataformas digitais no prazo de 24 horas e que seja proibida a republicação de conteúdo idêntico. Em caso de descumprimento, o pedido inclui a aplicação de multas às empresas responsáveis pelas redes, citando especificamente as plataformas Meta e X.
Segundo a campanha, as publicações foram compartilhadas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pelos deputados eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony de Assis Gebrial (Podemos-RS), e também pelo influenciador Pablo Marçal. A coligação afirma que o conteúdo alcançou ao menos um milhão de visualizações apenas no Instagram.
O processo será distribuído para julgamento do ministro Marco Aurélio Belizze, conforme indicado no documento apresentado ao TSE. A movimentação judicial busca, além da remoção imediata, medidas que impeçam a circulação de material que a campanha considera desinformação durante o período eleitoral.
O episódio insere-se na agenda mais ampla de disputas sobre a circulação de informações nas redes sociais, tema que tem ganhado protagonismo nas últimas eleições. Medidas administrativas e judiciais contra postagens e perfis costumam ser usadas por coligações para tentar limitar conteúdos que consideram prejudiciais à imagem de seus candidatos, enquanto plataformas são cobradas por maior efetividade em ações de moderação.
Para o eleitorado e para os atores políticos na Bahia, como em todo o país, a decisão do TSE terá impacto sobre regras e prazos para remoção de material considerado falso durante a campanha. Caso o tribunal acolha o pedido, as consequências práticas poderão incluir remoções rápidas de posts, notificações a responsáveis pelas publicações e aplicação de multas às plataformas que não atenderem às determinações.
A representação formalizada pela coligação reafirma a estratégia jurídica adotada por campanhas em disputas eletrônicas e antecipa debate institucional sobre quem responde pela disseminação de conteúdo enganoso nas redes. A tramitação do caso e a decisão do ministro designado deverão definir os próximos passos e eventuais sanções.