Moeda americana fechou vendida a R$5,019 (-0,58%), marcando a terceira baixa seguida. Ibovespa avançou 1,57%, a 208.295,98 pontos, impulsionado por entrada de estrangeiros e queda do petróleo.
O dólar recuou e a Bolsa subiu nesta terça-feira (20): o dólar comercial encerrou vendido a R$ 5,019 (-0,58%) e o Ibovespa alcançou 208.295,98 pontos, com valorização de 1,57%.
O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no mercado internacional, pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pelo cenário eleitoral doméstico. No exterior, a queda do petróleo também ajudou a aumentar o apetite por risco entre os investidores.
No câmbio, a moeda americana registrou o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real. Durante a sessão, o dólar chegou a se aproximar de R$ 5,00, acompanhando a perda de terreno da divisa norte-americana ante outras moedas fortes: o índice DXY recuou cerca de 0,26% ao fim da tarde, em reação a dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e às expectativas sobre a trajetória dos juros estadunidenses.
A redução dos rendimentos dos Treasuries também colaborou para o movimento, já que queda nos juros americanos pode tornar investimentos em mercados emergentes mais atraentes, favorecendo entradas de capital no Brasil. No mercado doméstico, a expectativa de ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa ajudou a sustentar o real enquanto investidores avaliavam os desdobramentos da disputa presidencial.
Números do dia
- Dólar comercial: R$ 5,019 (-0,58%)
- Dólar em outubro: queda de 3,02%
- Dólar em 2026: recuo acumulado de 8,56%
- Ibovespa: 208.295,98 pontos (+1,57%)
- Petróleo Brent: US$ 108,79 por barril (-0,69%)
No pregão, o Ibovespa chegou à máxima de 208.941,57 pontos, avanço de 1,88% em relação ao fechamento anterior, alcançando seu maior nível desde 9 de outubro. O resultado foi favorecido pelo ingresso de recursos estrangeiros e pelo avanço de papéis sensíveis a juros e à atividade econômica—setores que tendem a se beneficiar com condições financeiras mais favoráveis.
O petróleo Brent fechou em queda de 0,69%, a US$ 108,79 por barril. A baixa ocorreu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que reduz tensões geopolíticas e parte da pressão sobre os preços do combustível. Como o petróleo impacta custos de energia e transporte, a movimentação nos preços pode influenciar expectativas de inflação global e decisões de política monetária.
Para a Bahia, a combinação de dólar mais fraco e petróleo em queda pode representar alívio nos custos de importação e nos preços de combustíveis e insumos, afetando transporte, indústria e comércio locais. Empresas com exposição ao crédito e ao consumo podem se beneficiar de condições financeiras mais favoráveis, ainda que os efeitos variem conforme o setor e o nível de endividamento.
Os próximos pregões devem continuar sendo influenciados pela evolução dos indicadores internacionais, pela trajetória dos juros nos Estados Unidos, pelo comportamento do mercado de petróleo e pelo fluxo de capitais ligado ao cenário eleitoral no Brasil. A atenção de investidores permanecerá voltada para dados econômicos e eventos políticos que possam alterar a percepção de risco sobre ativos brasileiros.