O Monitor do PIB da FGV aponta expansão de 0,5% em agosto frente a julho, após dois meses de queda. No acumulado de 12 meses, a economia soma 1,8%, impulsionada por indústria, comércio e serviços.
A economia brasileira voltou a crescer em agosto, com expansão de 0,5% na comparação com julho, depois de dois meses de recuo, informou nesta segunda-feira (19) o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado de 12 meses, o desempenho chegou a 1,8%.
O Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV que funciona como uma prévia do PIB oficial, reuniu dados setoriais de indústria, comércio, serviços e agropecuária para compor a estimativa divulgada hoje.
Evolução mensal
- Agosto: 0,5%
- Julho: -0,3%
- Junho: -0,9%
- Maio: 0,6%
- Abril: 0,3%
- Março: 0,1%
- Fevereiro: 0,5%
- Janeiro: 0,6%
O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Em valores correntes, o instituto estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
A FGV destacou que a indústria extrativa e a atividade de serviços foram os principais motores do desempenho em agosto. Pelo lado da demanda, a instituição apontou que atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo, ainda que houvesse desaceleração do consumo das famílias.
“Pela ótica da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços”, afirmou o economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementou.
No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, reflexo principalmente da contribuição positiva dos produtos duráveis, segundo o Monitor. O estudo também ressaltou que, em um cenário de inflação persistente que exige política monetária contracionista (juros elevados), a economia apresenta capacidade de recuperação.
Outros indicadores e projeções recentes corroboraram movimentos semelhantes: o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e 1,6% em 12 meses; a pesquisa Focus do Banco Central apontou projeção de crescimento de 1,83% do PIB para o ano; o Boletim Macrofiscal da Secretaria da Política Econômica estimou 2% de expansão; e o Fundo Monetário Internacional projetou crescimento de 2,2% para o país neste ano.
O resultado oficial do PIB é apurado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.