IBGE divulgou nesta quarta que, apesar da leve retração mensal em agosto, os serviços avançaram 0,6% na comparação anual. No acumulado jan-ago houve alta de 1,7% e em 12 meses o setor soma 2,2%.
O volume do setor de serviços apresentou variação negativa de 0,1% em agosto de 2026 na comparação com julho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho a atividade havia ficado estável; em junho, havia crescido 0,1%.
Na comparação interanual, os serviços cresceram 0,6% em relação a agosto de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o setor registrou alta de 1,7%, e o acumulado em 12 meses ficou em 2,2%.
O levantamento mostrou ainda que o setor de serviços estava 19,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do maior patamar da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Em termos de receita nominal, o setor apresentou crescimento de 0,2% frente a julho de 2026, 6,1% na comparação com agosto de 2025, 7,4% no acumulado do ano e 7,5% no acumulado de 12 meses.
Por segmentos, na passagem de julho para agosto de 2026 o único segmento que cresceu foi o de serviços prestados às famílias, com alta de 2,1%. O segmento de informação e comunicação não apresentou variação nesse período. Os demais segmentos registraram recuos: outros serviços caíram 1,0%; transportes recuaram 0,2%; e serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram queda de 0,2%.
O índice de atividades turísticas — calculado separadamente dos cinco segmentos tradicionais do setor — teve alta de 2,5% entre julho e agosto de 2026, o segundo resultado positivo consecutivo, período em que acumulou ganho de 5,5%.
Com o desempenho de agosto, o segmento de turismo ficou 12,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e continuou 1,1% abaixo do ápice de sua série histórica, registrado em dezembro de 2024.
O comportamento do setor de serviços em agosto revela uma dinâmica heterogênea: enquanto o turismo e os serviços às famílias apresentaram sinais de recuperação frente ao mês anterior, atividades ligadas a transportes, serviços profissionais e outros segmentos sofreram retração. Esses movimentos influenciaram tanto o volume físico quanto a receita nominal do setor, e serão observados nas próximas divulgações da PMS para verificar se a tendência de recuperação do turismo e dos serviços às famílias se mantém ou se haverá reversão nos meses seguintes.