segunda-feira, 12 de outubro de 2026

TSE diz que não há conteúdo falso no canal ‘Exército do Lula’

TSE diz que não há conteúdo falso no canal 'Exército do Lula'

por R2Sites

Publicado em 12/10/2026,

às 00h00

Laudo técnico do TSE avaliou mensagens entre 2 e 11 de outubro de 2026 e não apontou publicações falsas no canal. A reativação ocorreu após o corregedor-geral eleitoral derrubar a suspensão.

Um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identificou publicações falsas no canal do WhatsApp chamado “Exército do Lula”, criado para apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação cobriu o período de 2 a 11 de outubro de 2026 e foi concluída após decisões conflitantes sobre a liberação do canal.

O canal havia sido reativado no domingo, 11 de outubro de 2026, quando o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, derrubou uma decisão anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. O espaço no aplicativo foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

O setor de combate à desinformação do tribunal analisou textos de mensagens e vídeos a pedido de Kassio Nunes Marques. Segundo a área técnica, “quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”.

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”

Apesar de não terem sido encontradas publicações classificadas como falsas no recorte analisado, o relatório apresentou ressalvas. A perícia apontou “atuação coordenada” para a disseminação de conteúdo e observou o emprego recorrente de linguagem polarizadora nas mensagens.

“Registra-se, ainda, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”

O episódio já estava judicializado no TSE. A campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou ação para cassar o mandato de André Janones e requereu a suspensão do canal. No sábado, 10 de outubro de 2026, o relator do processo no tribunal solicitou informações complementares ao presidenciável, sem determinar a suspensão do espaço.

Ao permitir a reativação do canal no domingo, Villas Bôas Cuêva registrou que o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para derrubar sua decisão foi protocolado na presidência do TSE em 41 minutos.

O caso mantém-se em tramitação no TSE, com pedidos de informações e recursos que poderão influenciar decisões futuras sobre a legalidade do canal e sobre possíveis medidas disciplinares ou eleitorais. A discussão ilustra o papel da Justiça Eleitoral no equilíbrio entre moderação de conteúdos em plataformas privadas e a liberdade de mobilização política em ambiente digital.

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