O surto já alcançou múltiplas regiões internas e cruzou fronteiras, com novos casos em Nord Ubangi, na fronteira com a República Centro‑Africana. Foram notificados 9.415 casos e 4.536 mortes; OMS calcula letalidade em 50%.
O surto de ebola se espalha para oito províncias da República Democrática do Congo e já aparece em países vizinhos, enquanto as autoridades contabilizam milhares de infectados e mortes. Segundo dados oficiais, a epidemia soma 9.415 casos e uma taxa de letalidade estimada em 50% pela Organização Mundial da Saúde.
O Instituto de Saúde Pública do Congo confirmou nesse domingo (18) dois casos na província de Nord Ubangi, na fronteira com a República Centro‑Africana. Desde o início do surto, identificado no primeiro semestre, foram registrados 9.415 casos e o número oficial de mortes é 4.536, quase a metade do total de infectados.
Autoridades sanitárias informaram que, neste mês, novos casos foram confirmados também em Uganda e que oito casos foram detectados no Quênia, país que declarou alerta máximo às equipes de saúde. A circulação do vírus em regiões fronteiriças aumenta a complexidade do controle e a necessidade de vigilância epidemiológica entre países vizinhos.
A Organização Mundial da Saúde aponta taxa de letalidade de 50% para o atual surto. Ao contrário de outras variantes do vírus ebola, ainda não existe vacina contra a cepa responsável pelo surto atual, o que limita as opções de prevenção em larga escala e pressiona sistemas de saúde locais e regionais.
O ebola é transmitido por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, assim como por objetos contaminados. Essas formas de transmissão fundamentam as medidas de controle adotadas pelas equipes sanitárias: isolamento de casos suspeitos, rastreamento de contatos e restrições a práticas funerárias que possam facilitar a disseminação.
O atual episódio foi qualificado por agências internacionais como a pior epidemia de ebola na história do Congo, país que tem mais de 116 milhões de habitantes e é a quarta nação mais populosa do continente africano. A dispersão geográfica do surto, agora em oito províncias congolesas, amplia os desafios logísticos e de segurança para a resposta sanitária.
No Brasil, o Ministério da Saúde informou que não há registro de casos da doença no país. A evolução do surto determinará novas ações de coordenação internacional e medidas de prevenção em áreas de fronteira, vigilância em portos e aeroportos e suporte a sistemas locais de saúde.
As próximas etapas da resposta incluem monitoramento contínuo dos números de casos e óbitos, reforço no rastreamento de contatos e avaliação de medidas de contenção em regiões afetadas e limítrofes.