A madrugada desta sexta-feira (16) no estado de São Paulo foi marcada por chuva forte, raios, rajadas de vento e ocorrência de granizo em algumas localidades, que motivaram a emissão de 15 alertas preventivos entre 2h e 5h da manhã.
Os avisos emitidos pela Defesa Civil abrangeram municípios das regiões de Avaré e Botucatu, Campinas, Registro e Vale do Ribeira, região metropolitana da capital, litoral paulista, Bragança Paulista, Vale do Paraíba e litoral norte. Por volta das 2h30, a região da Água Espraiada entrou em alerta para transbordamento. Às 4h19, a subprefeitura do Ipiranga declarou estado de alerta em razão do extravasamento do Ribeirão dos Meninos. Até o momento, a Defesa Civil não obteve relatos de ocorrências graves.
Nas últimas 24 horas, diversas cidades do estado registram grandes índices de acúmulo de chuva: o município de Diadema concentrou 64 mm, Arujá registrou 58 mm e Taboão da Serra acumulou 57 mm. Para disseminar os avisos, foram enviados 10 alertas por SMS e cinco por Cell Broadcast, sistema que permite o envio de mensagens diretamente aos celulares em áreas sob risco.
De acordo com a Defesa Civil, o tempo deve permanecer instável ao longo desta sexta-feira (16). São esperadas pancadas de chuva isoladas, que podem vir acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas. A orientação é de atenção redobrada para a faixa leste paulista e para as regiões próximas à divisa com Minas Gerais, onde o solo encharcado aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis de rios e córregos. Nas demais regiões do estado, as chuvas apresentam menor potencial para provocar transtornos.
O acionamento de múltiplos alertas nas primeiras horas do dia mostra a amplitude da área afetada e a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas e dos cursos d’água. Sistemas como o Cell Broadcast e envio de SMS foram usados para tentar alcançar moradores em pontos com maior risco, sobretudo em regiões metropolitanas e áreas ribeirinhas.
A população residente nas zonas citadas deve acompanhar as atualizações dos órgãos de proteção civil, evitar trânsito por áreas alagadas e observar orientações locais em caso de aumento do nível de rios e córregos. Autoridades e serviços de emergência mantêm vigilância sobre as ocorrências reportadas.